Provavelmente seja esta a última crónica que escrevo durante o tempo do Capítulo. Além dos problemas técnicos (falhas frequentes da internet), o tempo tem sido muito reduzido para sentar e escrever, assim como a disposição interior.
A experiência de um Capítulo Geral marca-nos a vários níveis. Pelo convívio com irmãos de todo o mundo, pela troca de informações sobre o estado da Ordem, pela partilha de vida na oração e nos momentos de lazer.
Mas um Capítulo marca-nos também pela exigência. A exigência de estarmos três semanas numa mesma casa, reunindo-nos para debater propostas, defender ideias e procurarmos juntos, apesar das condicionantes linguísticas e culturais, pontos comuns de convergência para a missão. E este aspecto não é, de forma alguma, uma questão menor.
Valorar a diversidade como uma riqueza e como um dom, coloca sérias dificuldades no exacto momento em que somos interpelados a colocarmo-nos de acordo.
A variedade dos nossos hábitos brancos, seja nos tamanhos, nas tonalidades, nos tecidos utilizados, ou até mesmo na forma de os costurar, pode bem recordar-nos que cada um de nós é único e que cada um é estimulado a oferecer muito de si para a missão, que todos somos chamados a realizar.
Este tempo de combate, sempre necessário, é o desejo profundo de alcançar um caminho comum. Não comum porque seja usual ou habitual, mas porque se deseja que o caminho seja feito em comunhão. Seja o arriscado caminho que se trilha na selva amazónica para anunciar a Boa Nova, seja o caminho solitário que a leitura e interpretação de documentos antigos pede, seja - porque não dizê-lo? - percorrer os caminhos de uma paróquia para ir ao encontro dos que se sentem longe de nós.
É por este caminho que aqui estamos e é por este mesmo caminho que animamos os nossos irmãos e irmãs a seguir.
O Capítulo está nas suas últimas horas, mas falta ainda a confirmação do texto sobre a Pregação que nos ocupará todo o dia de amanhã. Pode ser o último, mas como bem gostam os ingleses de dizer: The last but not the least (o último, mas não o menos importante). Na verdade, que outro modo teríamos de celebrar São Domingos - Pregador da Graça - senão com a aprovação do documento que nos desafia a renovar, com imaginação, criatividade e liberdade a nossa pregação?
P.S.: Posso também informar que os capitulares votaram esta tarde o local para a realização do próximo Capítulo Geral que acontecerá no verão de 2016 (ano do Jubileu da Ordem). O lugar escolhido é o nosso Convento de Bolonha (Itália), onde está sepultado São Domingos.
Bem-haja aos nossos irmãos de Bolonha!
Este tempo de combate, sempre necessário, é o desejo profundo de alcançar um caminho comum. Não comum porque seja usual ou habitual, mas porque se deseja que o caminho seja feito em comunhão. Seja o arriscado caminho que se trilha na selva amazónica para anunciar a Boa Nova, seja o caminho solitário que a leitura e interpretação de documentos antigos pede, seja - porque não dizê-lo? - percorrer os caminhos de uma paróquia para ir ao encontro dos que se sentem longe de nós.
É por este caminho que aqui estamos e é por este mesmo caminho que animamos os nossos irmãos e irmãs a seguir.
O Capítulo está nas suas últimas horas, mas falta ainda a confirmação do texto sobre a Pregação que nos ocupará todo o dia de amanhã. Pode ser o último, mas como bem gostam os ingleses de dizer: The last but not the least (o último, mas não o menos importante). Na verdade, que outro modo teríamos de celebrar São Domingos - Pregador da Graça - senão com a aprovação do documento que nos desafia a renovar, com imaginação, criatividade e liberdade a nossa pregação?
P.S.: Posso também informar que os capitulares votaram esta tarde o local para a realização do próximo Capítulo Geral que acontecerá no verão de 2016 (ano do Jubileu da Ordem). O lugar escolhido é o nosso Convento de Bolonha (Itália), onde está sepultado São Domingos.
Bem-haja aos nossos irmãos de Bolonha!
Caríssimo fr. José Manuel. Obrigado pelas notícias na primeira pessoa. De facto, um Capítulo Geral marca a vida de um frade. A universalidade impressiona. Não é por acaso que fazemos profissão para a Ordem e não para uma província ou convento. Bom regresso e continue a escrever!
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