quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Imaginação, criatividade e liberdade

Provavelmente seja esta a última crónica que escrevo durante o tempo do Capítulo. Além dos problemas técnicos (falhas frequentes da internet), o tempo tem sido muito reduzido para sentar e escrever, assim como a disposição interior.
A experiência de um Capítulo Geral marca-nos a vários níveis. Pelo convívio com irmãos de todo o mundo, pela troca de informações sobre o estado da Ordem, pela partilha de vida na oração e nos momentos de lazer.
Mas um Capítulo marca-nos também pela exigência. A exigência de estarmos três semanas numa mesma casa, reunindo-nos para debater propostas, defender ideias e procurarmos juntos, apesar das condicionantes linguísticas e culturais, pontos comuns de convergência para a missão. E este aspecto não é, de forma alguma, uma questão menor.
Valorar a diversidade como uma riqueza e como um dom, coloca sérias dificuldades no exacto momento em que somos interpelados a colocarmo-nos de acordo. 
A variedade dos nossos hábitos brancos, seja nos tamanhos, nas tonalidades, nos tecidos utilizados, ou até mesmo na forma de os costurar, pode bem recordar-nos que cada um de nós é único e que cada um é estimulado a oferecer muito de si para a missão, que todos somos chamados a realizar.
Este tempo de combate, sempre necessário, é o desejo profundo de alcançar um caminho comum. Não comum porque seja usual ou habitual, mas porque se deseja que o caminho seja feito em comunhão. Seja o arriscado caminho que se trilha na selva amazónica para anunciar a Boa Nova, seja o caminho solitário que a leitura e interpretação de documentos antigos pede, seja - porque não dizê-lo? - percorrer os caminhos de uma paróquia para ir ao encontro dos que se sentem longe de nós.
É por este caminho que aqui estamos e é por este mesmo caminho que animamos os nossos irmãos e irmãs a seguir.
O Capítulo está nas suas últimas horas, mas falta ainda a confirmação do texto sobre a Pregação que nos ocupará todo o dia de amanhã. Pode ser o último, mas como bem gostam os ingleses de dizer: The last but not the least (o último, mas não o menos importante). Na verdade, que outro modo teríamos de celebrar São Domingos - Pregador da Graça - senão com a aprovação do documento que nos desafia a renovar, com imaginação, criatividade e liberdade a nossa pregação?


P.S.: Posso também informar que os capitulares votaram esta tarde o local para a realização do próximo Capítulo Geral que acontecerá no verão de 2016 (ano do Jubileu da Ordem). O lugar escolhido é o nosso Convento de Bolonha (Itália), onde está sepultado São Domingos.
Bem-haja aos nossos irmãos de Bolonha!

domingo, 4 de agosto de 2013

Festa em Trogir

Conto os dias para voltar a casa. Não porque não goste de estar aqui com os irmãos do mundo inteiro, mas porque sei que é impossível ficar indefinidamente e porque estou saturado de melancias! Nunca pensei na vida ver tantas melancias! É ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar... Creio até que já sonho com melancias! Podem imaginar as piadas que entre nós frades surgiram a propósito... como a fruta oficial do Capítulo!
Mas não é sobre particularidades gastronómicas que pretendo escrever, embora possam surgir algumas entretanto, porque numa refeição com gente de diversas proveniências e culturas é mais do que expectável que aconteça. A não ser que fôssemos monges com voto de silêncio... o que não é o caso!
Na verdade somos muito faladores! E cada um se defende na língua que pode! Podem pensar em Babel, no episódio bíblico da confusão das línguas (cf. Gn 11,1-9), mas eu acredito mais na força amorosa de Pentecostes! (cf. Act 2,1-12)
Ainda ontem, na parte da tarde, fomos ao centro da cidade de Trogir, para a celebração festiva do beato Agostinho Kažotić (nascido nesta cidade em 1260, frade dominicano e nomeado em 1303 bispo de Zagreb. Destacou-se pelo seu grande amor aos pobres e morreu na cidade italiana de Lucera em 1323). A celebração presidida pelo actual Cardeal de Zagreb foi concelebrada pelo bispo de Šibenik e o arcebispo de Split-Makarska.
A esta Eucaristia acorreu muita gente local, mas também estrangeira e não me refiro apenas aos frades, porque a praça diante da Igreja, onde decorreu a cerimónia, é muito próxima ao ancoradouro dos barcos e das muitas esplanadas, repletas de turistas, que fazem as suas delícias.
A língua utilizada naturalmente foi o croata (servo-croata para ser mais preciso) e algumas vezes, para não ficarmos sem entender nada, umas palavras em francês que amavelmente o nosso irmão, Provincial da Croácia, nos dirigia.
Mas mesmo não entendendo o croata, atrevia-me a cantar as canções cujas melodias me eram familiares e seguia religiosamente o guião que nos fora distribuído antes.
A festa prolongou-se nos claustros do convento, por sinal muito antigos (o convento começou a ser construído cinquenta anos depois da confirmação da Ordem em 1216), com os "comes e bebes" merecidos depois de duas horas de celebração!
Muita animação entre nós! Os frades latino-americanos com as suas canções cheias de ritmo agitavam os ares quentes que corriam pelos claustros e as várias irmãs dominicanas animavam a festa com os seus risos! Um dia em cheio!
Mas já agora... durante este jantar volante dei por falta de uma coisa e como eu outros irmãos também notaram. Faltavam inexplicavelmente as travessas com as melancias!!!




sábado, 3 de agosto de 2013

Ouvir, Falar, Amar

Estar um dia acordado, depois de uma noite de insónia, não é tarefa fácil, sobretudo quando o dia é preenchido com reuniões onde o debate, as sugestões de emendas e as votações, pedem a nossa máxima atenção. Este foi o meu dia de anteontem!
A razão da insónia pode estar no café que tomei depois do jantar, mas creio que não justifica a noite em claro. Na verdade, podemos procurar mil e uma razões para dormir, mas se o nosso coração está inquieto, como se estivesse em vigília à espera de uma boa notícia no romper da aurora, esqueçam todas as justificações para dormir.
Que o nosso coração se inquiete, porque espera, é normal. Se não fosse assim, não conseguiríamos acolher a experiência do encontro. Obviamente não me referido apenas ao encontro presencial ou físico, mas sobretudo ao desejo de estar com.
Quando passamos um tempo sem sabermos dos nossos familiares ou amigos, é natural que o nosso coração se interrogue e busque para si uma luz que o ilumine e o alimente na esperança.
O amor que o nosso coração transporta (Cf. Rm 5,5), ou dito de outra forma, a linguagem que o nosso coração é capaz de conceber para expressar o amor é fundamental na nossa vida. Seja esta linguagem, paradoxalmente, uma insónia, um abraço ou uma simples SMS!
Apesar de estarmos distantes geograficamente, sentimo-nos próximos de quem amamos. Sentimo-nos próximos daqueles por quem temos compaixão. E não uso aqui o termo compaixão no sentido de piedade ou comiseração. De facto, compaixão é o mesmo que ter um sofrimento comum, isto é, sofrer com. A palavra paixão evoca esse tal sofrimento, mas também nos transporta para o amor oblativo. Para o amor que é capaz de se oferecer por si mesmo, livremente, e gerar vida! Um amor que tem tanto de criativo, como de perseverante.
E tudo isto para dizer que quem se sente no "exílio" alimenta o desejo do encontro com os que esperam no regresso! Queremos regressar, não porque queremos voltar atrás, mas porque é importante caminhar com aqueles que esperam por nós. Queremos regressar porque levamos connosco os anseios, as preocupações e as esperanças de todos! Queremos regressar, sobretudo, porque há uma Palavra que nos envia.
Esta certeza está presente em todos os textos que orientam o Capítulo. A Palavra que aqui nos reuniu, é também a que nos envia. A Palavra que nos envia a Ouvir, a Falar, a Amar!


quarta-feira, 31 de julho de 2013

De sessão em sessão

O tempo mudou da noite para o dia. Após uma noite de trovoada e alguns relâmpagos, a manhã de ontem começou bem mais fresca e a brisa vinda do mar fez-se notar durante todo o dia. Provavelmente para quem está na "praia" (quem conhece a Croácia entenderá porque coloco aspas na palavra praia...) não seja o melhor clima, mas para nós que passamos todo o santo dia em salas e de um lado a outro para rezar, comer e reunir, apreciamos muito!
Os dias desta semana resumem-se nos trabalhos das comissões e nas apresentações, para discussão e votação, dos textos produzidas pelas mesmas.
É um trabalho moroso e, de certa forma, extenuante. As discussões em comissão, tantas vezes se prolongam em sessão plenária. É necessário rever, mais do que uma vez, as proposições que cada comissão apresenta. É preciso esclarecer e precisar o que se discute e o que se vota. E tudo isto nas três línguas oficiais da Ordem (espanhol, francês e inglês).
No dia de ontem tratamos o texto apresentado pela comissão sobre Governo e restruturação da Ordem.  Como é a primeira vez que muitos de nós participamos num Capítulo Geral, sentimos alguma dificuldade no momento de intervir e participar no debate, mas rapidamente percebemos como as coisas se processam. E mesmo aqui (ou sobretudo aqui) percebemos o quão diferentes somos uns dos outros e como a Ordem se apresenta na sua rica diversidade. Há os que nunca ou quase nunca falam, mas há também os que intervêm quase sempre!
Há temas que parecem claros, mas há outros que suscitam sérios debates. E alguns, pelo que percebi, são eternas questões nos Capítulos Gerais. Penso, por exemplo, na nossa Universidade Pontifícia de São Tomás de Aquino em Roma (Angelicum) que nos últimos capítulos tem motivado inflamados discursos. E que, quando discutíamos hoje de tarde o texto proposto pela comissão para os estudos na Ordem, apareceu novamente. Na minha opinião, não se trata da importância ou reconhecimento desta instituição académica (conta com mais de mil alunos e quase duzentos professores), mas da sua viabilidade económica. Creio que esta é a questão de fundo (mesmo sabendo da premente necessidade de renovação dos cursos e dos professores).
A questão económica, abordada na manhã de hoje, permitiu esclarecimentos e foi unânime entre os capitulares o bom trabalho que nos últimos anos o Síndico da Ordem (o irmão que trata das questões económicas na nossa Cúria) tem desenvolvido.
Uma coisa é certa... Amanhã continuaremos as sessões plenárias, discutindo e votando as proposições que integrarão as Actas deste Capítulo Geral.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Contemplar para viver!


A escrita é, na maior parte das vezes, um processo solitário na esperança do encontro. Quem recebe a árdua tarefa de escrever sabe bem que, por não poucas vezes, tem de prescindir a muitas coisas em busca de uma só. Tem de despojar-se para se encontrar e ir ao encontro do seu potencial leitor. Tem de dialogar para que a luz seja possível. Tem de contemplar para que o outro contemple também.
A contemplação é constituinte da vida. Seja para os que hoje escrevem, como para os que amanhã se tornarão leitores do que se escreve. Contudo, é certo que a contemplação não se restringe à escrita. Na contemplação inscreve-se o desejo do olhar, do ver. A vontade de se deixar surpreender e arrebatar pelo que se contempla.
Escrevo hoje sobre a contemplação porque o dia de ontem foi um perfeito exercício contemplativo. Tanto na celebração eucarística, com a confiança que devemos ter na oração dirigida ao Pai, como no passeio que fomos convidados a fazer este domingo.
Saímos de Trogir pouco depois das 9h em direcção ao Parque Nacional de Krka. Ao longo do percurso tivemos a oportunidade de contemplar a paisagem. Umas vezes agreste e rude nas suas formações rochosas, mas também serena no azul-turquesa do mar.
A viagem demorou duas horas e ao sairmos dos autocarros começamos a percorrer um dos itinerários possíveis dentro deste parque com 109 km2. Surpreendeu-me pela grande variedade de plantas existentes. Falava-se em 860 espécies. Confesso também que fiquei deliciado com o odor que incontáveis figueiras (carregadas de figos!) exalavam. Algo que despertou em mim memórias antigas de infância. Em casa da avó Teresa tínhamos enormes figueiras que em tempo oportuno faziam as minhas delícias. As minhas e as de todos lá em casa!
Os peixes - pequenos e grandes - nas águas cristalinas como que nos seguiam por entre passadiços e pontes ao longo do caminho. Era vê-los resistir com destreza à força das correntes que rapidamente aumentavam de caudal.
As admiráveis paisagens, cujos verdes se retocavam pelos brancos das cascatas, permanentemente exigiam a nossa atenção. Alguns irmãos - embora poucos - se aventuraram por entrar nestas águas em busca de um banho refrescante.


Após o almoço em restaurante local seguimos para a visita ao convento franciscano implantado na pequeníssima ilha de Visovac. Desde o século XV que se conhece presença religiosa nesta ilhota. Primeiro os agostinhos e a partir de quinhentos os seguidores do santo de Assis.
No pequeno cais, dois barcos para a travessia do rio em direção à ilha. Na chegada, o prior esperava-nos e com ele um pequeno grupo de noviços. Informaram-nos, entretanto, que nestes últimos quinhentos anos este convento se mantém como casa de noviciado. Admirável! Fomos muito bem recebidos e tivemos a oportunidade de desfrutar, mesmo que por pouco tempo, da paz que se respira e da beleza que nos envolve.
O regresso à terra firme foi acompanhado por um misto de alegria e de adeus. Alegria fraterna entre nós que estávamos bem dispostos e de adeus aos frades franciscanos que ficavam na ilha e que dificilmente algum dia voltaremos a ver.
O fim da nossa jornada caminhava a passos largos e a última etapa era a visita à Catedral de Šibenik (Trogir faz parte desta diocese), cujo bispo nos esperava para dar-nos as boas vindas e apresentar um pouco da história da cidade, da catedral e das boas relações com os dominicanos.
O regresso a casa fizemo-lo já com as tonalidades douradas do mar pelo sol que lentamente se punha no horizonte. Da contemplação deste dia veio-nos a paz e a alegria de viver!


sábado, 27 de julho de 2013

Partilhar a Amizade de Deus

Durante a tarde de ontem, enquanto apontava alguns pensamentos para a crónica que imaginara redigir à noite, a internet falhou e acabei por não conseguir gravar on-line o que acabara de escrever. Como consequência fiquei sem os referidos pensamentos. Mesmo tentando refazê-los, não consegui que ficassem iguais aos primeiros. Nada de grave, mas fez-me interiorizar como cada instante na nossa vida é único, irrepetível, por mais pequeno e insignificante que possa parecer.
Devemos viver intensamente - com paixão - e não apenas viver. Isto tem implicações no nosso dia a dia, mas sobretudo na nossa forma de olhar e de amar o mundo! Trará efeitos à nossa missão como pregadores da misericórdia e da amizade de Deus.
E é por causa da nossa missão que estamos aqui... aqui em Trogir (Croácia), mas também aqui neste ciberespaço... E no dia de hoje falamos abundantemente da nossa missão. Da nossa missão com os jovens através do MJD (Movimento Juvenil Dominicano) e também através da Internet. Fiquei bem impressionado com a exposição do trabalho que neste campo a Ordem está a fazer e a projectar para os próximos tempos. Os desafios são grandes e todos somos necessários!
As comissões, durante a tarde, prosseguiram nos seus trabalhos de redacção. Algumas estão  mais adiantadas nesta tarefa por terem áreas de discussão mais concisas. Outras, como a minha sobre a Pregação, vão mais devagar... São muitos documentos para colocar em proposições ou recomendações. E os debates motivados pelas distintas experiências e visões do mundo exigem maior atenção na interpretação da vontade dos irmãos.
Um dos temas que mais nos interpela é o Processo Salamanca. Salamanca, para nós dominicanos, recorda-nos todo o esforço de compreender o novo mundo (o continente americano no séc. XVI). O diálogo entre os nossos missionários na Hispaniola (Ilha de São Domingos, de Haiti, Hispaniola ou Espanhola é uma das maiores ilhas das Antilhas, localizada no mar das Caraíbas a sudeste de Cuba e oeste de Porto Rico) e os nossos teólogos da Escola de Salamanca (como Fr. Francisco de Vitória). Deste diálogo nasceu, por exemplo, a base do novo direito internacional.
É a este diálogo entre o mundo académico e o mundo pastoral (para dizê-lo de forma simplificada) que queremos incitar toda a Ordem. Animá-la a percorrer este caminho para anunciar a Justiça e a Paz.
No dia de São Domingos (que vamos celebrar no dia 8 de Agosto com o encerramento do Capítulo Geral) a primeira leitura será do livro do Profeta Isaías (52,7-10) e escutaremos esta palavra: Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação. Estes pés que levam a boa nova são os de São Domingos, mas são também os nossos, porque desafiados pela Palavra e pela Amizade de Deus a irmos mais longe, a sermos itinerantes, para a proclamarmos!



sexta-feira, 26 de julho de 2013

O mar guarda os seus segredos

Da janela do meu quarto vejo o mar (aqui em Trogir - Croácia). Nem sempre tenho a oportunidade de olhar o mar. Para alguns será uma coisa sem importância, mas para mim não. É um privilégio! Passei uma parte significativa da vida junto ao mar. Significativa porque aconteceu numa fase de crescimento. Naquela fase em que sonhámos (na suposição de não sonharmos em todas as fases da vida), em que o olhar vai além daquilo que o horizonte encerra.
O mar guarda os seus segredos e com ele também os meus. Muitas vezes lhe segredei baixinho os pensamentos, os medos e os desejos! E em tantas outras lhe confiei as lágrimas... Sim, os homens também choram! E quantos choram junto ao mar! Choram por aqueles que um dia partiram e nunca mais viram chegar. Choram pelas palavras mal amadas que em cada dia têm que enfrentar. Choram pelas  emoções e os sentimentos que não conseguem expressar. E porque choram, estendem o coração até ao mar!
Há melancolia na onda que pacientemente toca a praia... Há melodia na palavra diluída pelo mar... Há o sussurrar do vento por entre o canavial... E há o silêncio que te convida a saborear!
Alguém se pergunta, mas porquê? Porquê dar-se a conhecer? Porquê desvelar os segredos do olhar? Porquê o fluir contido das palavras? Talvez porque me deixo tocar, embalado ao som do piano de Niall Byrne em The Promenade. Aí está o segredo... deixar-se tocar! Querer que o outro nos toque. Nos toque pela palavra, pela vida, pela presença dos seus dias nos nossos dias. E no fundo, todos sabemos que necessitamos que os outros nos toquem para nos sentirmos vivos. Para sentirmos que Deus, no seu amor, se fez humano para nos tocar.
Aquele que um dia há-de proclamar a Palavra, terá que tocar-te o coração para que se faça entender. Quem for chamado a anunciar a Boa Nova terá que sentir o bater do teu coração - como os dedos tocam as teclas do piano - para te encontrar!
Sei que hoje não escrevo uma crónica como as que tenho feito nestes últimos dias e peço desculpa por isso. Espero que acolham estas palavras na simplicidade que elas querem significar. Os que conhecem o mar... Os que para ele olharam e com ele sonharam... e os que me conhecem... as saberão receber e guardar.